Óbitos por Aids em Guarulhos registraram queda no ano passado

O número de óbitos por Aids em Guarulhos caiu de 69 em 2017 para 46 no ano passado. Segundo o coordenador do Programa Municipal IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis)/AIDS e Hepatites Virais , Ricardo Gambôa, a redução da mortalidade está diretamente relacionada ao diagnóstico precoce e à adesão dos pacientes ao tratamento.

Por isso, a Secretaria de Saúde vem investindo nos últimos anos em capacitações de profissionais para a realização dos testes rápidos para o diagnóstico do HIV, sífilis e hepatites B e C, hoje disponibilizados em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Atualmente, quase 100% dos enfermeiros da Atenção Básica já foram capacitados.

Além disso, o município conta também com o CTA Itinerante, uma unidade móvel de testagem que disponibiliza o exame para populações com mais dificuldade de acesso aos serviços de Saúde. Outra ação da Secretaria de Saúde nesse sentido tem sido a melhoria da busca ativa de pacientes em situação de abandono do tratamento, por meio de um trabalho conjunto entre os serviços especializados e as equipes das Unidades Básicas de Saúde.

Esse trabalho visa diminuir a taxa de mortalidade por Aids na cidade, que deve ficar em 3,4 mortes para cada 100 mil habitantes em 2018, segundo o coordenador do Programa Municipal IST/Aids e Hepatites Virais. Ou seja, abaixo da taxa estadual de 2017, que foi de 4,8.

Segundo dados do Ministério da Saúde, até dezembro do ano passado, havia 4.139 residentes de Guarulhos vivendo com HIV/Aids matriculados nos serviços especializados no tratamento da doença. Ainda, segundo o Ministério, 379 moradores do município iniciaram a terapia antirretroviral em 2018. No entanto, a taxa de abandono do tratamento na cidade ainda é de aproximadamente 8% ao ano.

Quanto ao número de infecções novas pelo HIV em residentes de Guarulhos, foram 212 notificações no município em 2018, um terço dos quais na faixa etária dos 14 aos 24 anos, sendo que do total geral de casos registrados neste período, 20% foram diagnosticados tardiamente. Ou seja, a descoberta do vírus se deu somente depois que a doença já havia se manifestado. Vale destacar que há 10 anos esse percentual era ainda maior, ficando acima de 35%.

“Por isso, é importante que as pessoas que nunca fizeram o exame de HIV ou estão com o peso da dúvida, busquem uma das 69 UBS do município para fazer o teste rápido”, destacou o coordenador do Programa Municipal. O teste rápido também é disponibilizado nos Serviços Especializados em HIV/Aids e Hepatites Virais: CTA (rua Piracicaba nº 114, no Gopoúva) e SAE Carlos Cruz (rua Miracanga nº 32, no Parque Jurema).